sexta-feira, 29 de agosto de 2025

 

já lá estava a Ti Hermínia e a Ti Cina da Noca, sentadas na pedra junto ao portão do Ti Artur Capeloa, no Largo do Zé Velho. 

Á sua frente tinha o cesto de vime e dentro deste uma sacada de tremoços que ia vendendo. Medida a medida, a tostão, dois tostões, cinto tostões, tudo dependendo do tamanho dos bolsos das calças (para os mais novos) e do lenço das cachopas.

Também aproveitei a maré e pedi que me desse dois tostões deles. “E onde os levas tu?” Questionou ela de imediato. “Deite aqui no bolso”, respondi-lhe, ajeitando logo e com ambas as mãos o bolso lateral que tinha nas calças, mais propriamente na perneira direita. Daquele lado dava mais jeito. Mas a medida não coube só naquele bolso. “Não faz mal”, respondi. “Ponha o resto no outro”, repetindo os movimentos e trocando simplesmente as mãos para facilitar o cair os tremoços sem os desperdiçar.

Por dois tostões, comprei tremoços que deram para roer uma tarde inteira…

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