… já lá estava a Ti Hermínia e a Ti Cina da Noca, sentadas na pedra junto ao portão do Ti Artur Capeloa, no Largo do Zé Velho.
Á sua frente tinha o cesto de vime e dentro deste uma sacada de
tremoços que ia vendendo. Medida a medida, a tostão, dois tostões, cinto
tostões, tudo dependendo do tamanho dos bolsos das calças (para os mais novos)
e do lenço das cachopas.
Também aproveitei a
maré e pedi que me desse dois tostões deles. “E onde os levas tu?” Questionou
ela de imediato. “Deite aqui no bolso”, respondi-lhe, ajeitando logo e com
ambas as mãos o bolso lateral que tinha nas calças, mais propriamente na perneira
direita. Daquele lado dava mais jeito. Mas a medida não coube só naquele bolso.
“Não faz mal”, respondi. “Ponha o resto no outro”, repetindo os
movimentos e trocando simplesmente as mãos para facilitar o cair os tremoços
sem os desperdiçar.
Por dois tostões,
comprei tremoços que deram para roer uma tarde inteira…
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